Sunday, June 14, 2009

He is fertile as reality itself in arresting incronguities
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Todo romance do Bellow parece ter a tão bonita tarefa alquimística de tentar salvar a opacidade das rudes aparências, reconhecê-las em alguma forma significativa confusa. E isso sem nenhuma das soluções habituais, nenhuma geringonça formal de redenção e explicação, buracos de encaixe evidente, ironias oniscientes, sem complicações retóricas que toldem as águas, para que pareçam mais profundas do que são. Sempre um narrador de primeira pessoa de quase nenhuma distância do autor, olhando pra gente nos olhos, (quase) todos os níveis diretamente enunciados. Tentando cumprir um ato significativo a partir de uma dolorosamente verossimilhante realidade, que esperneia de impurezas, que não quer significar nada de tão extraordinário assim, não. Coleridge falou que arte devia nos livrar das ‘disturbing forces of accident’. Bellow colocava seus hominhos agitados atentamente recolhendo tudo, tudo, todos os pontiagudos acidentes irredimidos, que eles se intregrassem e se consagrassem pela sua força expressiva até algo além deles mesmos. O que, claro, nunca se operava de verdade. Mas a tentativa escancarada deixa seus mundos povoados de uma dificuldade e de uma gratidão. Eu gosto tanto dele.
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Música
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Veckatimest muito bacana, como tanta gente irá te dizer. E também, e mais ainda, o Bitte Orca. É engraçado que desde Radiohead nenhuma banda realmente legal faz mais o caminho do mais-acessível pro ruidoso-e-doidinho. Agora é o contrário, você começa fazendo barulho auto-indulgente e arrastado e progride a coisas mais acessíveis e, curiosamente, bem melhores. Música pop tem aptidão presse meio termo, mesmo, parece. Animal Collective, Grizzly Bear, Broken Social Scene, e agora Dirty Projectors. Alguém mais esperto me diga o que isso significa, se alguma coisa.
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Design
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Eu não gosto de design.
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