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Nenhuma pessoa sensata consegue achar opiniões parecidas às suas além de um círculo pequeno de amigos. A não ser em uns poucos casos de ofensividade universal e pesada e óbvia, todo mundo sempre entende tudo errado. Mesmo seus amigos falam bobagem, mesmo gente espertinha.
Sempre me incomodou muito. Que não houvesse muita esperança para nada, nãomesmonunca. Imeanchrist, se nunca há mais de cinco pessoas defendendo o lado certo de alguma coisa, se de nada adianta derrubar algo perverso.Nenhuma pessoa sensata consegue achar opiniões parecidas às suas além de um círculo pequeno de amigos. A não ser em uns poucos casos de ofensividade universal e pesada e óbvia, todo mundo sempre entende tudo errado. Mesmo seus amigos falam bobagem, mesmo gente espertinha.
Mas eventualmente percebi que deve ser bem mais insuportável realmente acreditar em alguma dessas bandeiras. De estudante, de revista. Acreditar não só na retidão, mas na urgência da parada.
No meu caso eu me frustro aqui e ali, mas sei que a melhor coisa a se fazer é esquecer, sei que não vou jamais conseguir explicar pra mais de quinze pessoas um ponto que não puder ser demonstrado com fantoches. Cotas são uma merda, ok, mas mesmo que derrubemos bonitinho, e aí? Certamente inventariam coisa pior. O Lula não se elege, yayness. Grandes bosta. Grandes bosta Bush sair do poder, o Chávez.
O oposto quase sempre é tão retardado quanto, a realidade dessas coisas se dá inteiramente em mecanismos monstruosos, gente gritando. Não há muito como respeitar qualquer dessas coisas. Só o fato de uma idéia ter uma chance real no mundo lá fora já deveria ser prova o bastante da perversidade dela. Ela provavelmente saiu de um desses espaços democráticos e abertos de discussão. Esses coisos consistem em um bando de gente gritando, segurando faixas. O tempo inteiro.
Eu fico triste, ninguém concorda comigo, ok. Mas eu durmo de noite, eu assisto Pocoyo de tarde, tenho algo mais ou menos parecido com uma vida. Imagina ser um líder estudantil de qualquer tipo. Imagina ser, sei lá, o Mino Carta, o Reinaldo Azevedo.
