Sunday, April 22, 2007

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Quando vejo que grupo de pessoas se decide por mulher bonita (ou 'mulé bonita', como preferir) como assunto, já fico desanimado, de olhar pra baixo. De imaginar que talvez meus centavos sejam convocados, e que vou ter gente guinchando em incompreensão, assustados. Enraivecidos, até. Ancinhos e tochas e olhares agressivos involuntários.
Pior de tudo, né, são os homens rasos, sempre eles. Declarando aí suas belezas retardadas como óbvias e absolutas. O melhor aí é perseguir algum acordo naquelas poucas incontroversas que andam pelo rosal e todo mundo ficar feliz e mudar de assunto. O que geralmente não acontece, e me forçam a chamar um travesti pelo seu nome.
Mas não muito atrás temos as mulheres. As mais das vezes desafiam seu juízo maldizendo um elemento qualquer da mina em questão. É muito frustrante, e elas não cedem. Fácil dizer inveja, mas nem é isso. Mulé bonita é assunto universal, e é difícil não ser honesto com beleza. A impressão é que elas encaram outras mulheres em busca do que elas julgam que não têm (invariavelmente erradas nisso, também). A mulher mais bonita sendo aquela com os elementos todos irretocáveis, como se preenchendo requisitos aí em uma lista com adjetivos engraçados, que as mães devem ensinar. Como se o todo não viesse primeiro, como se não fosse, na verdade, a única coisa a ser levada em consideração. Ahmasonarizdela.
Mas também não é culpa delas. Vamos ser corretos agora, por mais que bestinha. Sociedadedaimagemvaloresimpostospelamídia, tal: Sentindo as comparações a toda hora, até no escuro, sozinhas, é compreensível que persigam o que é que haveria de errado, especificamente, com elas. Suponho ser mais fácil odiar seu nariz do que você mesma. É até, de um jeito perverso, mais saudável.

Tuesday, April 03, 2007

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Não anda dando de postar. Explica-se que ando monomaníaco. E pacas, que até me sentiria babaca se tentasse postar algo que não fosse informado por esta única coisa. Ainda a necessidade de contorná-la, obviamente, piscadeá-la, no que conseguiria sutileza demais ou inyourfaceness demais (minha incapacidade de achar meiostermos se estende até o infinito, até a distribuição de arroz e batata palha e estrogonofe, faltam-me cachinhos de ouro*). Acaba que a única graça que poderia haver nos dessarumos, todos contorcidos e gays, seria constrangedora, de observar o personagem entregar bobagens sobre si mesmo com eloquência involuntária que só ele não percebe e que está lá pra caralho.

*única situação onde rola de falar isso, acho?