Tuesday, July 17, 2007

George Eliot
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A inteligência moral mais completa que já vi. Ela se importa naqueles pontos onde os ingleses costumam apontar e rir, mostra e explica a urgência e a bobagem das nossas tentativas bestas todas. Nunca desanda, nunca faz concessões.
O Tolstói acha que entende onde ela entende de verdade, sabe que deveria se importar onde ela se importa de verdade.
Talvez se não tivesse a barba e o par de bolas de conde, se não acreditasse em Deus. Costumo achar crença em Deus uma qualidade, um membro que me falta, mas é meio palha acreditar em Deus como o Tolstói acredita, se confundindo com Ele no espelho, de manhã cedo.
De toda a garotada aí que fica na praça tentando convencer todo mundo que 'ah, mas nem precisa de Deus pra isso e aquilo', ela é a que chega mais perto.
O que é sempre necessário por aqui, né, sempre apreciado pelo meu tipinho rabugento, que duvida e cruza os braços.

Versão curta: Como o homem-aranha quando era moleque, ela me faz querer ser uma pessoa melhor.
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She had a low forehead, a dull grey eye, a vast pendulous nose, a huge mouth full of uneven teeth and a chin and jawbone 'qui n'en finissent pas'... Now in this vast ugliness resides a most powerful beauty which, in a very few minutes, steals forth and charms the mind, so that you end, as I ended, in falling in love with her. Yes, behold me in love with this great horse-faced bluestocking.

mil anos que li a mina, tudo issaí foi desculpa pra postar o trechinho (L) do h james (stumble do elton)