And the dead kelp like the hair of the drowned
-
Parece que romance não-terminado do DFW vai ser editado nalgum ponto. Much rejoicing, tal, mas leiam o troço da New Yorker sobre (bem longo, tem que ter saco) e vejam se não aparece uma porra duma torranja trevosa travando sua garganta. Mesmo se o livro não for metade do sucesso que IJ é (e IJ já tem sua boa dose de falhas e concessões aqui nossas), vai ser uma das pourras mais dolorosas que eu vou ler na vida, eu já sei. E um tema que me parece apropriado, aliás, assim PRO MUNDO. Tédio. Os buracos pra retórica dele fraquejar estão lá, mas isso talvez seja uma coisa boa, quem sabe. Tentar imaginar a dificuldade dele em escrever aquilo, a seriedade dolorosa e incompreensível, o inferno que deve ter sido, as pequenas felicidades em torno dos pontos mais bem-sucedidos, a cabecinha explodedoura dele tentando se agarrar em volta daquelas pessoinhas que ele suou, em volta das realidades tão dolorosamente trazidas. E tentar, ao longo da coisa, toda, ser um leitor merecedor disso tudo, de todo esse esforço.
(esse post não tem links, pois tenho preguiça. quem se importar googla)
Subscribe to:
Post Comments (Atom)

2 comments:
comecei a ler, e menino, cansei tão rápido! as linhas se esparramando tão despreocupadas que acabam ficando bulky, cada uma. mas salvei, lerei também esparramado e aí (y).
como sempre, acho legal o CARINHO com que vc trata as coisas, e é isso aí, e não sei terminar o comment
bulky: sim.
Post a Comment