Pra quem é relativamente tranks na maior parte dos frontes, tipo metafisicamente tranks, como eu sou, ver Persona é legal não só como filme, como obra de arte, como EXPRESSIVIDADE HUMANA, mas pra efetivamente se sentir como gente complicada sente. Funciona mesmo, quase como algum tipo de droga, amortece partes da sua cabeça e massageia outras e te deixa num estado alterado por um tempo indeterminado. Ainda mais se você assistir sozinho, de madrugada, com os trabalhos todos facilitados. Tudo fica bem sério, repassado de gravidade. Você vai lavar a mão, lá, de boa, e de reptente sua mão é A MÃO DA FALSIDADE E DO DESESPERO. Você vai jogar Mario e ele é tipo O MARIO DA FALSIDADE E DO DESESPERO. Você espirra e é O ESPIRRO DA DESESPERANÇA. E etc e etc.
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É interessante que boa parte da nossa linguagem assim mais sujinha seja tão antiga, não é? Mijar, cagar, caralho, tudo já tá lá no Gil Vicente. É justamente onde se imaginaria que as expressões deviam se variar mais, tipo de década pra década. Deve ter um motivo legal que eu não consigo imaginar.
(e, aliás, se eu trabalhasse nos meios aí de massa, faria semi esforcinho pra difundir xingamentos do Gil Vicente na linguagem corrente. Corinthianos na rua se xingando de Furta-Cebolas)
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3 comments:
corinthianos, corinthianos, corinthianos, corinthianos, corinthianos
Furta-cebolas é okeydokey. Vou aplicar no meu linguajar cotidiano e tentar difundir no meu círculo de amigos, aqui em Duque de Caxias.
infinBlogger: altamente derivativo - Criar postagemito
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