Thursday, September 25, 2008

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Eu ando de fazer uns posts pretensiosos, nossa senhora. Se vocês soubessem o que se salva em rascunho, ainda por cima. Tava querendo falar tipo SERIAMENTE sobre o DFW, também, tentar explicar porque que acho mesmo que ninguém da geração dele chegue perto dele, que provavelmente vá sentar de algum jeito no cânone, e tudo, sentar firme nos erros tortos e bonitinhos dele, tal. Mas já vi tanta gente mais esperta do que errar feio, desanima. Se alguém quiser saber, é só me embebedar, tamos aí.
Tomem a lista de leitura do Barthelme, olha que esquisitinha e legal. Eu já segui algumas recomendações dela e tenho meus polegares erguidos aqui, e um olho piscado. Beattie, Carver, Paley, Gass, O'Connor, Booth. Não é compreensiva, mas nem tenta ser direito.
A vantagem desses tempos engraçadinhos é que qualquer um que goste pode muito mais facilmente se abrigar debaixo dessa longa asa projetada da única tradição restante em ficção, muito mais facilmente ir atrás das coisas. Estudo de ficção contemporânea devia ser COMO LER OS AMERICANOS, seguido de COMO IMITA-LOS.

8 comments:

Gustavo said...

Não sei se chega a ser curioso, mas não tenho vontade de ler quase nada da lista dele - ainda que tenha ovntade de ler o Barthelme, sabe?

Sei lá, uns cinco nomes ali me dizem alguma coisa, me pedem pra ser lidos. O resto não mexe comigo - Milan Kundera, por exemplo, não me dá vontade de levantar sequer a capa de qualquer livro seu.

andreis passarinho said...

o milan kundera eu entendo, tampouco tenho vontade de lê-lo mais do que tiquinho que eu li. mas quem me interesse mais ali é o povo de quem não se fala nunca por aqui, geralmente nem traduzidos direito, e que são surpreendentemente bons.

Rafael said...

eu esperava uma lista bem menos acessível - "acessível" aqui quer dizer "já li um bocado de coisa ali". foi legal encontrar Nadja, li bem antigamente e nunca mais ouvi dizer. vamos ver o resto.

ciceron said...

não vi nada de pretensioso aqui. entra quem quiser e lê quem quiser. fica aí pedindo desculpas à posteridade ou sei lá pra quem. se quiser pode deixar as desculpas implícitas, ou no título do sítio ( "ALTAMENTE DERIVATIVO (desculpa qualquer coisa)" ). didi pediria desculpa por dar uma cambalhota? pára de pedir desculpa e escreve.

Anonymous said...

é.

lembra aquele post grandão sobre infinite jest, todo cândido e prolixo, que você apagou rapidinho? nem tava tão ruim, hein.

eu também acho que você devia largar mão de, assim, frescura, mas você que sabe, né.

andreis passarinho said...

é verdade que sou fresco, sim, mas aquele post não se desculpa não, deusdocéujesu. tá certo que é blog, não é a paris review, mas pouxa.

trirrafael said...

( "ALTAMENTE DERIVATIVO (desculpa qualquer coisa)" ) --> muito admirei e curti

Rodrigo U. said...

Pena que a língua deles seja tão feia.