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Slow Learner é a maior prova de que Pynchon não sabe mesmo escrever ficção, que ele nunca soube. É bonitinho e constrangedor, o que ele admite muito massamente na introdução. Isso só torna o feito que é GR mais impressionante ainda, e esclarece o quanto foi um progresso consciente de um gênio cavando com as mãos um lugar próprio pra sentar. É muito mais radical do que se diz, a retórica narrativa do livro não possui um centro de consciência refletor do que acontece, nem sequer vários dispersos: o centro de consciência do romance é o próprio romance, estranho e familiar, orgânico como a natureza. Sem saber como lidar com as pessoinhas, Pynchon engoliu o mundo, Galactus-like. Aquilo é o mundo narrando a si mesmo, quase como Tolstói. A naturalidade é a mesma, o mundo é que parece vestir calças diferentes e engraçadinhas.
Isso é que a cambada de gentes que sai por aí histérica não parece entender. A reclamação contra realismo histérico do James Wood procede, sim, de uma maneira geral. Ela só não se aplica de verdade a GR*.
*embora se aplique, talvez, a V.

1 comments:
Tolstói era A PRÓPRIA natureza. Essa é a grande literatura. Mas V ainda tá aguardando na lista.
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