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Andam me encurralando em discussões, enredando-me contra a minha vontade.
Logo eu que sou tão na minha.Minhas opiniões costumam ser bem mornas e desinformadas, impressões coletadas na capa da istoé, em quadros do snl. O normal é que eu sorria pra baixo com condescendência, brinque com o celular.
Mas os absurdos criam pernas e braços, andam por aí com casacos da adidas (umas coisinhas de perversidade tão evidente, de uma clareza tão direta que acaba sendo duplamente ofensiva).
Não, homofobia não pode ser crime. Não, pena de morte nunca é razoável. Não, nem quando estuprarem minha irmã. E não, não acho que outras opiniões também sejam válidas, as outras opiniões estão erradas, são válidas do mesmo jeito que uma infecção urinária é válida.
Não, propaganda não é arte, não pode jamais ser arte. Ela está lá do outro lado da luta, foi mal.
Na minha cabeça os argumentos são uma porra dum sol, gritando e te cegando, derretendo calotas polares e soldadinhos de brinquedo, criando câncer de pele em alguma atriz da globo.
Fica cada vez mais impossível ser uma pessoa normal. E indesejável.
(desculpem o vigésimo post resmungão genérico, sempre que me falta assunto de verdade dou dessas, pra não deixar morrer o coitado do blog)
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